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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Elias José



 Imagem: Roedores de Livros
A poesia pede passagem"

E os anjos do céu brincam

embalados pela "ciranda brasileira"

na companhia de Elias José.

Certamente, o Criador reservou uma morada para quem acreditava que "a escola virou morada do inventor!"

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Com a palavra, Ricardo Azevedo



Nunca imaginei que aquele autor cujas histórias eu contava e recontava poderia responder ao meu e-mail e, ainda mais, me enviar um de seus inúmeros livros. Quanta gentileza e humildade, atitudes raras nos dias de hoje!

Os contos, adivinhas, quadrinhas eram recontados e ilustrados com graça e sensibilidade pelo mestre Ricardo Azevedo em seus livros Meu Livro de Folclore e Armazém do Folclore, Ed. Ática.

 Contos de tradição oral sempre me atraíram. As compras na Bienal e Salão do Livro eram esperadas com ansiedade. Mostrava, orgulhosa, os títulos adquiridos e ouvia: "Mais folclore, menina?" Os livros já não cabiam na caixa "Histórias de Trancoso". Fazer o quê se está no sangue a vontade de ouvir, ler e contar histórias? Coisas do meu avô João, um mulato sergipano, nascido antes da libertação oficial, fazendeiro, salineiro, canoeiro, festeiro, contador de histórias e leitor. Deslumbrada, pedia sempre para mamãe repetir um conto de enganar a morte que está no livro do Ricardo com o mesmo título; claro que  muito mais bem contado por quem respira poesia ao reescrever antigas histórias.

Pois é, venci a timidez e escrevi contando sobre os meus subprojetos, fios da grande Teia de Histórias pela conquista de leitores e contadores: um de resgate da tão desvalorizada literatura oral e outro que procura aproximar o leitor de escritores e ilustradores através da leitura das obras e biografia. Falei também dos ouvidos atentos, dos olhares embevecidos, das palmas e do "conta mais uma!" Só não pude ainda mostrar as xilogravuras improvisadas com material de sucata.

Deleitem-se com Contos de bichos do mato. O livro tem 24 narrativas contadas e recontadas pelo povo "acostumado a lutar contra todas as adversidades usando ardis, malandragens e espertezas para sobreviver. Para entendê-las, é necessário lembrar que não é possível exigir que a moral de uma sociedade justa e equilibrada seja a mesma de uma sociedade desigual onde cada um luta por si para vencer a fome, a tirania, a crueldade".




Seria interessante que lessem também No meio de uma noite escura tem um pé de maravilha!:contos folclóricos de amor e aventura  (Ática), e ainda Contos de espanto e alumbramento (Scipione), todos com ilustrações do autor.







Conheçam o saboroso site do Ricardo Azevedo. É para ser apreciado sem pressa. Degustem entrevistas e matérias publicadas, trechos de livros, sinopses, artigos, ilustrações e muito mais. Sinta o cheiro de maçã! Imagine. Crie. Conte muitas histórias.Alumbre-se!

Recomendo para mediadores e professores a leitura dos seguintes artigos:

Conto popular, literatura e formação de leitores;

Formação de leitores, cultura popular e contexto brasileiro;

Literatura infantil: origens, visões da infância e certos traços populares;

Elos entre a cultura popular e a literatura.

Ah, não poderia deixar de lembrar que a sabedoria do povo está presente também nas quadrinhas poéticas. Fiquem com esta:
Não é por andar com livros

que a gente vira doutor

as traças vivem com eles

não sabem lê não senhor.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

No Balanço das Histórias



Continuo assim cheia de histórias e imagens na cabeça como nessa imagem da 51ª Feira do Livro de Porto Alegre.

O projeto Teia de Histórias já está em sua 3ª edição. No ano passado revisitamos alguns Clássicos Universais em versões recontadas para o público infanto-juvenil.

Agora estamos buscando nossas origens e conhecendo histórias de outras terras via tradição oral.

No Balanço das Histórias procura reviver e valorizar aquelas histórias que nossos antepassados contavam no balanço das redes e cadeiras de balanço.

Outro fio da teia é aquele que também procura aproximar escritores e ilustradores dos leitores para que nosso aluno compreenda que sonhar e escrever é possível e que para isso é necessário ler. O projeto Com a palavra... começou com Ziraldo,passou por Mariana Massarani e continua com Ricardo Azevedo, Daniel Munduruku, Rogério de Andrade Barbosa e Roger Mello.

domingo, 6 de novembro de 2005

Outras Histórias


 Aqui estamos no Laboratório de Informática da Sala de Leitura Pólo Leonel Azevedo para abertura do Blogstórias, leitura dos textos dos alunos e comentários. Foram selecionados vinte alunos, mas só compareceram cinco. Motivos? Não importam! Fico com a alegria e o interesse dos presentes.


Nossos agradecimentos à professora Beth Caldas, ao monitor Carlos e à direção desta UE que nos acolheu com carinho.


Encerramos esta fase do projeto que pretendeu, além de discutir Ética, divulgar o trabalho realizado na nossa Sala de Leitura Satélite. Esta possibilidade surgiu com a minha participação no curso “Navegando e Criando na Internet” da Assessoria de Integração do Departamento de Mídia e Educação. Apostei na idéia e as metas foram alcançadas.

Agradeço aos professores que cederam seus tempos de aula, aos alunos que se empenharam em produzir bons trabalhos, aos pais que autorizaram a publicação dos textos e imagens de seus filhos, ao apoio da direção da escola e aos amigos virtuais que pacientemente me acompanharam com seus comentários semanais, em especial, Eduardo Mendes por ter dado início a todo este processo, Martinha, Vivian e Marcos, sempre presentes. Minha homenagem póstuma ao Zaga do Literatura, Poesia & Cia Ilimitada. O amor do PAI é realmente sem limites, amigo!

O projeto “Teia de Histórias” continua porque o mundo é contado em histórias e todos se apropriam e participam delas. Quem as criou? Ora, as histórias se encontram e se misturam na tecedura da vida.

E o Blogstórias? Ah, isto é uma outra história…




quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Provérbios Modificados

Se conselho fosse bom era vendido em euro.
Quem espera se atrasa.


Caio de Almeida Santos - 603

A galinha do vizinho, de tão gorda, morreu.
Quem brinca com fogo está procurando encrenca.


Tamires Felix do Nascimento - 603

Faca que não corta está cega.
Quem espera, sempre chega tarde.


Rayr de Jesus Cutrim - 603

Quem está na chuva é mendigo.
De grão em grão, o chinês faz o pão.


Ariane de Almeida Moreno - 603